
No último feriado (9 de julho – Revolução Constitucionalista) estive em Poços de Caldas/MG. Eu estava um pouco cansada de ecoturismo e quis fazer uma viagem conforto. Pegamos um hotel com pensão completa em uma cidade tranqüila, com o propósito único de relaxar.
A cidade é fofa, tem lugares lindos, como o Jardim Japonês e a Fonte dos Amores e até fábricas de cristais de “Murano” para visitação – e compras, obviamente.
Fizemos o passeio de teleférico até o morro mais alto da cidade, onde tem uma estátua do Cristo Redentor e descemos a pé - uma caminhada de uma hora, desfrutando a paisagem entre as curvas da estradinha.
É uma boa opção para quem não está no clima do agito de Campos do Jordão. As termas, com águas sulfurosas, teoricamente medicinais, existem desde a época de Getúlio e JK, que costumavam se hospedar no hotel mais antigo da cidade, o Palace Hotel.
Aliás, é na frente desse hotel que se realiza a Sinfonia das Águas, uma orquestra interessante, ao ar livre, durante os fins-de-semana do mês de julho. Eu achei bem engraçado, porque eles usam uns efeitos de luz e acham o máximo, rs. Por exemplo, toca a música do tubarão e eles fazem um desenho do tubarão com laser na parede ao fundo. Ou então, toca a música do ET e aparece um bichinho voando para o céu de bicicleta, tudo com laser, hahahaha. A cidade inteira vai assistir esse evento.
Poços é muito verde, repleta de jardins e praças e, próximo ao local onde se realiza a sinfonia das águas, há um café delicioso que fica aberto até as 22:00hs. É possível sentar-se no meio desse micro parque do Ibirapuera para tomar um café, um sorvete ou comer um sanduíche e admirar as estrelas entre as árvores.
Nós ainda tivemos tempo de ir conhecer o Golf Clube da cidade. Mesmo não sendo sócios e não entendendo nada do esporte, fomos muito bem recepcionados e ainda nos emprestaram tacos e bolinhas para brincarmos um pouco. Pagamos vinte reais para um caddy nos auxiliar (pegando as bolinhas) e também nos ensinar o básico. Jogamos por mais de uma hora! Fiquei com muita vontade de praticar esse esporte depois disso.
Ainda faltou visitarmos o Walter Parque (um parque temático de diversões da cidade) e patinarmos no gelo. Mas achamos que esses programas estavam um pouco infantis demais, considerando que seríamos os únicos adultos desacompanhados de crianças a fazê-los.
Apesar de tudo, da beleza do lugar, das diversas fontes de água espalhadas pela cidade, da hospitalidade, do conforto etc, fiquei meio entediada. Faltou aventura. Faltou colocar o pé na lama. Fazer trilha. Andar de barco. Faltou ecoturismo.
Foi nessa viagem que cheguei a uma conclusão que há tempos meus amigos já diziam: quem gosta de viagem de aventura não é só o Marcio não, sou eu também. Fazer só viagem conforto não tem graça. A não ser que o conforto venha depois de muito desconforto. O legal mesmo é acampar no mato por dois dias e depois passar outros dois num resort cinco estrelas. Ficar só no resort cinco estrelas os quatro dias não é tão legal assim. A gente tem que merecer, como se fosse uma recompensa.
Acho que é por isso que, quando fomos à Europa, a parte da viagem que mais curti foi a Alemanha, onde “mochilamos”: só andamos de trem e ônibus, cada dia inventávamos o próximo roteiro, íamos descobrindo sozinhos os lugares. Antes disso havíamos passado pela Itália de excursão, tudo programadinho, só hotelzinho bom, no conforto do ônibus e dos guias nos paparicando. Não foi tão legal assim.
Mas, voltando ao tema inicial, para quem quer descansar, comer bem, curtir um lugar romântico e família, Poços de Caldas vale a viagem e é muito perto de São Paulo. Ainda dá para ir para Águas da Prata, que é bem vizinha e também famosa por suas fontes.
Observação importante: se você for, não deixe de brincar numa das barraquinhas típicas de festa junina localizadas próximas ao Palace Hotel. Fiz o Marcio perder um dinheirão para tentar ganhar uma tartaruga gigante de pelúcia para mim nas argolas, mas nem a bola de plástico ele ganhou. Uma vergonha, considerando que um menininho de uns oito anos ganhou duas! Essa foi a única parte meio frustrante da viagem, apesar do Marcio até ter cogitado comprar a tal tartaruga. Mas comprar não tem graça, o legal é ganhar! Acho que vou voltar o ano que vem só para tentar de novo, rs.
A cidade é fofa, tem lugares lindos, como o Jardim Japonês e a Fonte dos Amores e até fábricas de cristais de “Murano” para visitação – e compras, obviamente.
Fizemos o passeio de teleférico até o morro mais alto da cidade, onde tem uma estátua do Cristo Redentor e descemos a pé - uma caminhada de uma hora, desfrutando a paisagem entre as curvas da estradinha.
É uma boa opção para quem não está no clima do agito de Campos do Jordão. As termas, com águas sulfurosas, teoricamente medicinais, existem desde a época de Getúlio e JK, que costumavam se hospedar no hotel mais antigo da cidade, o Palace Hotel.
Aliás, é na frente desse hotel que se realiza a Sinfonia das Águas, uma orquestra interessante, ao ar livre, durante os fins-de-semana do mês de julho. Eu achei bem engraçado, porque eles usam uns efeitos de luz e acham o máximo, rs. Por exemplo, toca a música do tubarão e eles fazem um desenho do tubarão com laser na parede ao fundo. Ou então, toca a música do ET e aparece um bichinho voando para o céu de bicicleta, tudo com laser, hahahaha. A cidade inteira vai assistir esse evento.
Poços é muito verde, repleta de jardins e praças e, próximo ao local onde se realiza a sinfonia das águas, há um café delicioso que fica aberto até as 22:00hs. É possível sentar-se no meio desse micro parque do Ibirapuera para tomar um café, um sorvete ou comer um sanduíche e admirar as estrelas entre as árvores.
Nós ainda tivemos tempo de ir conhecer o Golf Clube da cidade. Mesmo não sendo sócios e não entendendo nada do esporte, fomos muito bem recepcionados e ainda nos emprestaram tacos e bolinhas para brincarmos um pouco. Pagamos vinte reais para um caddy nos auxiliar (pegando as bolinhas) e também nos ensinar o básico. Jogamos por mais de uma hora! Fiquei com muita vontade de praticar esse esporte depois disso.
Ainda faltou visitarmos o Walter Parque (um parque temático de diversões da cidade) e patinarmos no gelo. Mas achamos que esses programas estavam um pouco infantis demais, considerando que seríamos os únicos adultos desacompanhados de crianças a fazê-los.
Apesar de tudo, da beleza do lugar, das diversas fontes de água espalhadas pela cidade, da hospitalidade, do conforto etc, fiquei meio entediada. Faltou aventura. Faltou colocar o pé na lama. Fazer trilha. Andar de barco. Faltou ecoturismo.
Foi nessa viagem que cheguei a uma conclusão que há tempos meus amigos já diziam: quem gosta de viagem de aventura não é só o Marcio não, sou eu também. Fazer só viagem conforto não tem graça. A não ser que o conforto venha depois de muito desconforto. O legal mesmo é acampar no mato por dois dias e depois passar outros dois num resort cinco estrelas. Ficar só no resort cinco estrelas os quatro dias não é tão legal assim. A gente tem que merecer, como se fosse uma recompensa.
Acho que é por isso que, quando fomos à Europa, a parte da viagem que mais curti foi a Alemanha, onde “mochilamos”: só andamos de trem e ônibus, cada dia inventávamos o próximo roteiro, íamos descobrindo sozinhos os lugares. Antes disso havíamos passado pela Itália de excursão, tudo programadinho, só hotelzinho bom, no conforto do ônibus e dos guias nos paparicando. Não foi tão legal assim.
Mas, voltando ao tema inicial, para quem quer descansar, comer bem, curtir um lugar romântico e família, Poços de Caldas vale a viagem e é muito perto de São Paulo. Ainda dá para ir para Águas da Prata, que é bem vizinha e também famosa por suas fontes.
Observação importante: se você for, não deixe de brincar numa das barraquinhas típicas de festa junina localizadas próximas ao Palace Hotel. Fiz o Marcio perder um dinheirão para tentar ganhar uma tartaruga gigante de pelúcia para mim nas argolas, mas nem a bola de plástico ele ganhou. Uma vergonha, considerando que um menininho de uns oito anos ganhou duas! Essa foi a única parte meio frustrante da viagem, apesar do Marcio até ter cogitado comprar a tal tartaruga. Mas comprar não tem graça, o legal é ganhar! Acho que vou voltar o ano que vem só para tentar de novo, rs.

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