domingo, 26 de julho de 2009

Poços de Caldas/MG


No último feriado (9 de julho – Revolução Constitucionalista) estive em Poços de Caldas/MG. Eu estava um pouco cansada de ecoturismo e quis fazer uma viagem conforto. Pegamos um hotel com pensão completa em uma cidade tranqüila, com o propósito único de relaxar.
A cidade é fofa, tem lugares lindos, como o Jardim Japonês e a Fonte dos Amores e até fábricas de cristais de “Murano” para visitação – e compras, obviamente.
Fizemos o passeio de teleférico até o morro mais alto da cidade, onde tem uma estátua do Cristo Redentor e descemos a pé - uma caminhada de uma hora, desfrutando a paisagem entre as curvas da estradinha.
É uma boa opção para quem não está no clima do agito de Campos do Jordão. As termas, com águas sulfurosas, teoricamente medicinais, existem desde a época de Getúlio e JK, que costumavam se hospedar no hotel mais antigo da cidade, o Palace Hotel.
Aliás, é na frente desse hotel que se realiza a Sinfonia das Águas, uma orquestra interessante, ao ar livre, durante os fins-de-semana do mês de julho. Eu achei bem engraçado, porque eles usam uns efeitos de luz e acham o máximo, rs. Por exemplo, toca a música do tubarão e eles fazem um desenho do tubarão com laser na parede ao fundo. Ou então, toca a música do ET e aparece um bichinho voando para o céu de bicicleta, tudo com laser, hahahaha. A cidade inteira vai assistir esse evento.
Poços é muito verde, repleta de jardins e praças e, próximo ao local onde se realiza a sinfonia das águas, há um café delicioso que fica aberto até as 22:00hs. É possível sentar-se no meio desse micro parque do Ibirapuera para tomar um café, um sorvete ou comer um sanduíche e admirar as estrelas entre as árvores.
Nós ainda tivemos tempo de ir conhecer o Golf Clube da cidade. Mesmo não sendo sócios e não entendendo nada do esporte, fomos muito bem recepcionados e ainda nos emprestaram tacos e bolinhas para brincarmos um pouco. Pagamos vinte reais para um caddy nos auxiliar (pegando as bolinhas) e também nos ensinar o básico. Jogamos por mais de uma hora! Fiquei com muita vontade de praticar esse esporte depois disso.
Ainda faltou visitarmos o Walter Parque (um parque temático de diversões da cidade) e patinarmos no gelo. Mas achamos que esses programas estavam um pouco infantis demais, considerando que seríamos os únicos adultos desacompanhados de crianças a fazê-los.
Apesar de tudo, da beleza do lugar, das diversas fontes de água espalhadas pela cidade, da hospitalidade, do conforto etc, fiquei meio entediada. Faltou aventura. Faltou colocar o pé na lama. Fazer trilha. Andar de barco. Faltou ecoturismo.
Foi nessa viagem que cheguei a uma conclusão que há tempos meus amigos já diziam: quem gosta de viagem de aventura não é só o Marcio não, sou eu também. Fazer só viagem conforto não tem graça. A não ser que o conforto venha depois de muito desconforto. O legal mesmo é acampar no mato por dois dias e depois passar outros dois num resort cinco estrelas. Ficar só no resort cinco estrelas os quatro dias não é tão legal assim. A gente tem que merecer, como se fosse uma recompensa.
Acho que é por isso que, quando fomos à Europa, a parte da viagem que mais curti foi a Alemanha, onde “mochilamos”: só andamos de trem e ônibus, cada dia inventávamos o próximo roteiro, íamos descobrindo sozinhos os lugares. Antes disso havíamos passado pela Itália de excursão, tudo programadinho, só hotelzinho bom, no conforto do ônibus e dos guias nos paparicando. Não foi tão legal assim.
Mas, voltando ao tema inicial, para quem quer descansar, comer bem, curtir um lugar romântico e família, Poços de Caldas vale a viagem e é muito perto de São Paulo. Ainda dá para ir para Águas da Prata, que é bem vizinha e também famosa por suas fontes.

Observação importante: se você for, não deixe de brincar numa das barraquinhas típicas de festa junina localizadas próximas ao Palace Hotel. Fiz o Marcio perder um dinheirão para tentar ganhar uma tartaruga gigante de pelúcia para mim nas argolas, mas nem a bola de plástico ele ganhou. Uma vergonha, considerando que um menininho de uns oito anos ganhou duas! Essa foi a única parte meio frustrante da viagem, apesar do Marcio até ter cogitado comprar a tal tartaruga. Mas comprar não tem graça, o legal é ganhar! Acho que vou voltar o ano que vem só para tentar de novo, rs.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cosmopolitan


Faz tempo que não escrevo nada. Mas o problema é justamente esse: o tempo, ou a falta dele. Só não sei se eu é que sou mal administradora do meu tempo ou se tenho trabalhado muito mesmo. E aí eu não posso reclamar, né? Melhor trabalhar demais do que “de menos”.

Enfim, agora que tenho um pouco de tempo, vou parar de falar dele antes que ele se acabe. Conversa de louca, hein? Hahahahaha.

Ontem eu fui a uma churrascaria com o Marcio e a família dele. Sei lá o que me deu, que resolvi pedir um Dry Martini. Mas eu estava imaginando aquele coquetel docinho, com uma frutinha dentro, naquelas taças triangulares super charmosas, iguais das meninas do seriado “Sex and the City”.

Para minha decepção, o que me chegou foi o drinque do James Bond, até com o gosto de James Bond. Ai que coisa foooorte! Só o 007 mesmo para conseguir engolir aquilo e ainda comer a azeitona.

Graças a um dos meus melhores amigos, o Mr. “Google” (conhece?), descobri o que eu queria beber e não consegui beber ontem. Era o “Cosmopolitan”.

Tem um lugar ótimo em São Paulo que serve esses coquetéis super charmosos, bem mais leves, que às vezes envolvem ou não o Martini, mas que sempre são servidos na taça do Martini: Bar Gabriel (http://www.bargabriel.com.br/gabriel1024.html). Fui lá há algum tempo (mais de ano) com minhas amigas e amei. Lembro que fizemos uma degustação de vários sabores, cada uma pediu um e ficamos trocando. Enfim, gostei mais da bebida do que da comida, mas talvez seja porque lá pelas tantas eu nem lembrava mais o prato que havia pedido.

Tenho ainda várias coisas para contar aqui. Minha viagem no feriado de 09 de julho para Poços de Caldas/MG, minhas aventuras no Paintball, o livro maravilhoso que já li este mês (“Minha Vida como Traidora”)... Só que, por absoluta falta de tempo, resolvi deixar esse post aqui sobre uma coisa bem inútil, como o Cosmopolitan. Espero que meus escassos leitores me perdoem. Quando eu tiver tempo, e de novo o TEMPO, juro que escrevo de novo e algo bem mais legal.

Bom tempo a todos!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Minhas leituras (junho/2009)

Em junho eu li três livros. Comecei com “A Viagem do Elefante”, de José Saramago. Parei no meio e comecei “Rosa de Stalingrado”, de Valerie Bénaim e Jean-Claude Hallé. No mesmo dia em que terminei a Rosa, comecei e acabei, de um sopetão só, “O Menino do Pijama Listrado”, de John Boyne. Sem mais pretextos, fui obrigada a retomar aquele do Saramago, cuja leitura terminei sofrivelmente.

Dos três, o mais gostosinho de ler foi sem dúvida “O Menino do Pijama Listrado”, pois é uma história sobre um menino alemão de nove anos que vive do lado nazista de um campo de concentração e é contada praticamente toda sob o ponto de vista dele. Infelizmente, se eu der mais detalhes acabo por contar todo o livro, então fica como sugestão de leitura suave e curta – o livro tem apenas 186 páginas com letras grandes. E já adianto que o final é surpreendente.

A “Rosa de Stalingrado” é outro livro ótimo, mas um pouco mais denso. Conta a história real de um grupo de jovens mulheres que se tornaram membros de unidades femininas da aviação de guerra soviética: pilotos, mecânicas, navegadoras... Entretanto, tem que gostar bastante de estratégia militar e é legal já ter um conhecimento prévio dos conflitos e personagens que envolveram principalmente as batalhas entre Alemanha e União Soviética na 2ª Guerra Mundial, pois o livro presume esse pré-conhecimento do leitor, sendo muito rico em detalhes, mas não exatamente didático. Como eu já li biografias de Stálin e Hitler e outros livros relacionados, não tive grandes dificuldades com essa leitura. Agora, quem espera um romance, como pode sugerir o título, ficará decepcionado: a história pessoal da protagonista fica em segundo plano e é apenas um pretexto para abordar as batalhas travadas pela aviação soviética contra os nazistas.

Por fim, vamos tratar da “Viagem do Elefante”. Eu ganhei esse livro de uma amiga muito querida, a Sylvia, e vi como um sinal. Um sinal de que eu devia dar mais uma chance a Saramago. Afinal, eu já havia lido “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” duas vezes: (i) a primeira, obrigada pelo colégio, detestei; (ii) a segunda, já na faculdade, por opção própria, detestei mais ainda.

Infelizmente, não foi dessa vez. Eu não consigo gostar do estilo de José Saramago de escrever: frases corridas, separadas por vírgulas, em que você confunde o narrador com os personagens e as falas dos personagens entre si. Além do que, não consegui ainda gostar do próprio conteúdo de seus textos. Não vi nada de mais na “Viagem do Elefante”.

Além da “viagem” e do “evangelho”, cheguei a ter contato com outra obra dele, mas através de um filme, que fiz questão de ver no cinema: “Ensaio sobre a Cegueira”, que me disseram que é um retrato fiel do livro. Não gostei. Meeeesmo. Até levantei no meio para ir ao banheiro.

Não sei o que acontece comigo, mas ainda não consegui entender a genialidade de um escritor tão consagrado pela crítica. Devo ter problemas. Ainda bem que eu tenho a Fe Sanna, minha amigona que adora o Saramago e para quem eu já emprestei o livro (sem necessidade de devolução).

A mim agora só resta escolher as leituras de julho. Mês que vem eu conto.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A injustiça de Michael

Só para contrariar a tendência mundial, minha intenção era não dizer uma palavra sobre a morte de Michael Jackson. Mas eu não agüento, não dá para ficar quieta diante de tamanha injustiça.
Eu cresci dançando e imitando os trejeitos de Michael Jackson. Minha mãe era fã e tinha todos os discos de vinil do cantor. Lembro-me que, em nossa primeira infância, já era uma rotina eu e o meu irmão brincarmos de imitar Michael, Elvis e Roberto (o da Jovem Guarda, não essa versão romântica de hoje), enquanto minha mãe limpava a casa com a vitrola no último volume. Teve também uma fase do Raul, que cantávamos a plenos pulmões, sem entender todo o sentido figurado existente por trás daquelas letras sem sentido.
Mas o Michael era unanimidade. Ele não era só um bom cantor. Ele dançava como ninguém, fazia caretas, dava aquela gargalhada de filme de terror, se fantasiava...um artista perfeito para a criançada.
O problema é que, à medida em que fui crescendo, a vida pessoal do ídolo Michael foi se sobressaindo ao seu talento musical. As músicas, as coreografias, não eram mais as mesmas. E o artista, com a aparência deformada, desapareceu em vida. Na verdade, para mim o Michael já havia morrido há muito tempo. Eu continuava a ouvir as músicas antigas, a assistir os clipes antigos, mas tudo como se ele não estivesse mais aqui. E não estava.
A imprensa, durante todos esses anos, resolveu literalmente ignorar o artista Michael, o talento de Michael, o significado que ele trouxe para o pop e também para outros ritmos musicais. Só se apontavam os seus desvios de conduta e sua automutilação.
Agora, só porque o cara morreu, de repente todo mundo lembrou que ele estava vivo? Que ele fora um dia talentoso? Que ele era rei disso e de não sei aquilo? Acho uma “puta” (desculpe o palavrão) injustiça isso que estão fazendo com o Michael. Todo mundo vendendo jornal, vendendo anúncio, vendendo CD, reverenciando e lucrando em cima daquele que foi massacrado até o último suspiro...
Se era para homenagear, se era para reconhecer, que o fizessem enquanto ele estava aqui para ver, oras! Ele não ficou mais talentoso ou menos escória só porque morreu. Mas a mídia descobriu que é muito mais lucrativo depreciar aquele que está vivo e valorizar aquele que está morto...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Férias Parte II: Canindé/Xingó


Como prometido, vou continuar o relato das minhas férias em Sergipe enquanto a memória ainda está fresca...
Depois da visita à foz do rio São Francisco e já hospedados na cidade de Canindé, tratamos de agendar um passeio de catamarã ao famoso Canyon do São Francisco. Sem contar a paisagem, magnífica, esse dia valeu muito pelo banho de rio.
Mas o dia seguinte, em que nos utilizamos também de um catamarã para navegar o lado oposto do Velho Chico, foi mais interessante. Primeiro, porque choveu o tempo todo, o que tornou a aventura mais difícil. Segundo, porque ouvimos muitas histórias de Lampião, Maria Bonita e seu bando, praticamente idolatrados pelo povo daquela região. Terceiro, porque tirando eu e o Marcio, todos os outros ocupantes do barco eram animadíssimas senhoras da melhor idade, que me inspiraram muito sobre como quero viver daqui a uns 60 anos.
O catamarã, apesar da garoinha chata, parou à beira do rio para que os mais corajosos, dispostos a entrar mata adentro e serem atacados por gigantescas “mutucas”, conhecessem a grota do Angico, onde Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram emboscados, mortos e degolados pela volante do tenente João Bezerra. A trilha durava uma hora, mas não faltaram septuagenárias dispostas a enfrentá-la. Deu gosto de ver.
Depois ainda houve duas paradas: uma na cidade de Entremontes (AL), para conhecer o belo trabalho de suas bordadeiras, e outra em Piranhas (AL), cidade alagoana em que o bando de Lampião teve suas cabeças expostas em uma escadaria.
Findo o passeio de barco, primeiro fomos almoçar e depois nos dirigimos à Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), para solicitar uma visita guiada à usina de Xingó. Foi bem interessante, com ricas explicações técnicas e históricas e também com direito a parada sobre a barragem para fotos.
Ficamos quatro dias hospedados em Canindé de São Francisco. O hotel, o melhor da região (embora bastante simples), tinha uma vista maravilhosa da barragem de Xingó. O único problema é que quase nunca podíamos desfrutar dessa paisagem, porque era só abrir a janela para entrar uma dezena de mutucas no quarto. Também sofremos um pouco com a falta de água quente. Nunca tomei banhos tão rápidos na minha vida!
A maior vantagem do hotel, porém, foi conhecer um simpático garçom, o Júnior. Foi em um dia em que estávamos sentados no restaurante do hotel, meio preguiçosos depois do almoço farto, conversando sobre o Irã e sua recente crise política. O garçom então pediu licença e fez algumas perguntas sobre a geografia daquele país. Quando nos demos conta, as perguntas acabaram se invertendo e lá estava ele, o garçom da pequena cidade de Canindé, nos dando aulas sobre a história do Irã, do Oriente Médio, Israel...
Perguntamos de onde ele tinha tirado tanta informação. A reposta: da Bíblia. Tudo bem, eu li a Bíblia e às vezes até leio alguns trechos aleatoriamente. Mas o cara memorizou a bíblia inteira! Aquele cidadão simples e teoricamente sem recursos se mostrou uma pessoa extremamente inteligente, com uma retórica impecável e toda uma cultura adquirida de uma única fonte! Fiquei encantada.
Enfim, após termos conhecido tudo o que dava para conhecer do Velho Chico e das figuras mais simpáticas que por ali habitavam, resolvemos voltar para Aracaju, antes passando pela histórica cidade de São Cristóvão (primeira capital de Sergipe), onde D. Pedro II chegou a se hospedar. Nesta cidade, fizemos um divertido city tour com um guia local (divertido, porque eu não conseguia entender uma palavra do que ele dizia) e visitamos alguns monumentos históricos, entre eles um museu de arte sacra bem bonito que fica no prédio do antigo convento de São Francisco. Recomendo a visita.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Férias: A Foz do São Francisco


Acabo de voltar de oito dias de férias no calor do sertão sergipano, acompanhada do meu marido e dos meus sogros. Objetivos da viagem: (i) conhecer a foz do rio São Francisco, (ii) conhecer o Canyon do São Francisco, (iii) visitar a usina de Xingó, e (iv) não brigar com a minha sogra (rs).
São muitas as impressões e reflexões que trago dessa viagem, de modo que vou contar parte delas em textos separados, conforme o tempo me permitir (volta de férias é sinal de trabalho dobrado no escritório).
No primeiro dia fomos até a foz do Rio São Francisco. Deixamos o nosso carro na beira do rio, na pequena cidade de Brejo Grande, e contratamos um barquinho a motor para nos levar até a foz, onde o rio encontra o mar.
O dono do barco disse que o passeio demoraria ao todo uma hora e meia. Mas durou três. Apesar da lentidão do barco e da fome (embarcamos às 13:00hs, sem almoço), valeu a pena! A paisagem é linda, muita natureza, muitos pássaros, barquinhos de pescadores, um charme. E quando se chega ao encontro do rio com o mar, o que se vê é um cenário paradisíaco, indescritível. Além disso, o dono do barco tinha um filho que teoricamente serviria de marinheiro, mas na verdade ele gastou as três horas de navegação falando, falando, falando... Foi bastante engraçado e nós ficamos sabendo de todos os “causos” das redondezas.
Quando, famintos, voltamos a Brejo Grande, onde não existia nenhum restaurante aberto àquela hora, o barqueiro nos levou à casa da dona Neusa, na beira do rio. Enquanto ela nos preparava uma bela refeição, com direito a peixe frito, caranguejo e frango (especial para mim, que não como peixe), ficamos sentados na varanda, observando algumas mulheres que aproveitavam as águas limpas do Velho Chico para lavarem suas roupas e arear suas panelas (vou ter que falar com a minha empregada, as panelas de lá brilhavam beeeem mais do que as minhas).
Com o tempo, começaram a chegar alguns homens e crianças, que entravam no rio com bicicleta e tudo: tomavam banho e limpavam a bicicleta cheia de barro ao mesmo tempo. Aquela gente simples dando risada, confraternizando às margens do rio após um dia de trabalho no campo foi uma imagem muito gostosa e reconfortante de ver.
Como mera espectadora, não pude deixar de refletir muito sobre a forma como esses brasileiros encaram a vida, tão diferente da gente aqui da cidade grande, ou aqui do sul, como eles costumam dizer.
Embora estejamos no inverno, no nordeste nunca faz frio. O máximo que acontece é uma chuvinha, mas aquela chuvinha quente, gostosa, daquelas que a gente tem vontade de ficar embaixo se refrescando. O resultado imediato é que o calçado oficial no interior são as sandálias “havaianas” e o lazer principal é conversar com os vizinhos na porta de casa, ou dar uma volta pela pracinha da igreja.
Aquelas pessoas que vivem em casinhas pequenas, às vezes em povoados, às vezes no meio do nada (muitas delas são casas de pau-a-pique, sempre com uma antena parabólica em cima), levam uma vida simples, humilde, mas feliz. Eles têm tudo o que precisam: a água do rio, os peixes e caranguejos que lhes dão o sustento, e muito calor humano. Eles podem ser pobres em bens materiais, mas são milionários em satisfação e felicidade.
Mas voltando aqui ao meu relato das férias, foi naquela tranqüilidade da varanda da Dona Neusa que almoçamos, jogamos conversa fora e, quando vimos, lá estava o sol se pondo sobre o São Francisco: o mais belo pôr-do-sol da minha vida!
O problema é que escureceu e ainda tínhamos que enfrentar uns 200 km de estrada desconhecida até a cidade de Canindé, onde nos hospedaríamos. Em nossos planos, gastaríamos umas duas horas para percorrer o trajeto todo. Não contávamos com as estradinhas em péssimo estado, sem sinalização, e com o pneu furado. No final, foram cinco horas e meia de viagem.
Passamos por tudo o que é povoado perguntando a direção, já que as estradas não tinham nenhuma placa. Quando furou um pneu, naquela escuridão, tivemos que tirar todas as malas do carro para pegar o estepe, usando os celulares (que estavam sem sinal) como lanternas.
Apesar de tudo, achei essa parte do trajeto muito divertida, pois conversamos muito com os moradores e demos muitas risadas da nossa própria desgraça quando o pneu estourou. Se fosse na correria aqui de São Paulo, que a gente não tem paciência nem com a fila do banco, não sei se eu encararia esses inconvenientes de forma tão calma.
A lição que eu tirei de tudo isso é que não adianta se estressar, não adianta ter pressa. Os problemas existem de acordo com a dimensão que damos a eles.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eu ia

Eu ia postar alguma coisa nova só depois das minhas férias... Mas como só viajo no sábado e hoje está frio, comecei a "fuçar" esse tal de blog e seus recursos.

Descobri que um dos meus amigos não tem um, mas dois blogs (http://marciotaquaral.blogspot.com/; http://aridez-arquivo.blogspot.com/) ! E descobri também que dá para mudar o visual, classificar as postagens por temas e um monte de coisas mais. Agora o negócio está ficando complicado e eu tô com medo é de desanimar, vou ficar perdendo um tempão nos acessórios que, quando chegar a hora de escrever mesmo, eu já terei desistido, sei não...

Mas, mudando um pouco de assunto, já que cheguei na parte em que comecei a escrever (depois de ter acrescentado mais algumas informaçõezinhas ao meu perfil), gostaria de registrar aqui o meu protesto contra essa Lei de Murphy! Por que é que toda hora em que eu começo a escrever alguma coisa no computador, principalmente quando eu estou em casa, a cachorra começa a latir, o telefone toca, o zelador interfona, ou o mala (LINDO!) do meu marido vem me pentelhar, como está fazendo exatamente agora? Deixa eu ir ver o que ele quer e, agora é sério, só escrevo de novo na semana que vem!