No meu aniversário deste ano ganhei de uma amiga um livro da série Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Eu já sabia que era destinado a adolescentes, mas li mesmo assim, afinal, um livro é sempre um livro.
No quesito literatura, realmente não me agradou. A história me pareceu fantasiosa demais, com lobos, vampiros, leitura de mente, previsão do futuro... Quem me conhece sabe que não sou chegada em mitos, lendas e coisas do gênero.
Porém, neste último fim-de-semana acabei assistindo o primeiro filme na TV à cabo. E gostei. Bastante.
Acho que é porque finalmente entendi o que mais cativa a garotada nessa história toda. Ou pelo menos a mulherada. É pensar que existe um homem lindo, forte, dotado de super poderes, cuja maior preocupação é proteger a mulher que ama. Uma mulher comum, que poderia ser eu, você, ou a vizinha. E, no fundo, é isso que todas nós queremos.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Sobre a viagem ao Peru
Voltamos do Peru em 21 de outubro. Foram 10 (dez) dias super corridos de férias. Infelizmente, não deu tempo de conhecer tudo o que queríamos. Ficou faltando a Amazônia peruana - onde, dizem, ainda reside a última linhagem dos verdadeiros xamãs -, também não pudemos ir a Nazca e nem ao Cânion de Colca, o maior da América do Sul.
Nossa viagem começou em Puno, onde fica o Lago Titicaca. Não tem vôo direto do Brasil. Tem que ir para Lima e de Lima pegar um avião para Juliaca. De Juliaca ainda tem uns 45 minutos de estrada até Puno.
Ficamos em um hotel de frente para o lago, o Eco Inn, muito bom! O chato foi aguentar cada taxista que nos levava para lá ficar reclamando que era longe. E não era! Dava para ir a pé do centro até lá. Tipo uns 15 minutos de caminhada. Já fiquei um pouco com a impressão de que aquele povo local, ou pelo menos os taxistas, era meio preguiçoso. Mas essa é uma outra história.
Bom, no Lago Titicaca tem umas ilhas bem legais para visitar, mas as melhores são as dos Uros. São ilhas flutuantes, fabricadas pelos próprios índios, com juncos, cordas e palhas. Elas duram alguns anos e depois têm que ser substituídas por outras. Tem umas 2000 pessoas morando nessa situação. Vivem da pesca e, agora, do turismo.
Ficamos dois dias em Puno e depois fomos para Cusco. Para esse trajeto, pegamos um ônibus turístico, com guia bilíngue, que foi fazendo paradas nas cidades e pontos históricos do caminho. Vale a pena porque a paisagem é muito linda (montanhas com topo de neve) e tem umas ruínas super interessantes.
Chegando em Cusco, fiquei impressionada. Até lá, apesar da beleza das paisagens naturais, só tinha visto cidades muito pobres, com casebres de barro inacabados, aquela cor de terra, uma tristeza. Mas Cusco, por outro lado, pelo menos na parte turística, do Centro Histórico e da Plaza de Armas, se revelou a cidade mais bonita de todas que visitei.
A noite na Plaza de Armas pode ser confundida com a noite de qualquer cidadezinha do interior da Espanha. A catedral, com pinturas maravilhosas e ornamentos talhados em ouro, não deixa nada a perder de algumas igrejas da Itália. Assistimos uma missa nessa catedral, em espanhol, e engraçado que é muito parecida com o formato da missa que temos no Brasil. Como sempre, o sermão daquele dia se encaixou direitinho no que eu estava precisando ouvir.
Ficamos no hotel Andariego, bem no centro da cidade e muito aconchegante. O pessoal lá era uma simpatia e o nosso agente de viagens, o Fernando, ia todos os dias nos dar orientações sobre os passeios.
É de Cusco que sai a maioria dos passeios para as ruínas inkas e mais importantes pontos turísticos de visitação. De lá fomos para o Vale Sagrado, para Ollantaytambo e outras cidades interessantes, e também foi o ponto de partida para pegarmos o trem Vistadome para Aguas Calientes, onde ficam as ruínas de Macchupichu.
Passamos apenas uma noite e um dia em Aguas Calientes (Macchupichu), o suficiente para conhecer tudo. Em Aguas Calientes mesmo dá para aproveitar as termas, que ficam abertas até 21:00h. Para chegar às ruínas de Macchupichu, saindo de Aguas Calientes, é pertinho (9km), pode-se andar ou ir de ônibus. Já em Macchupichu, subimos até o portal do sol (a entrada da cidade pela trilha) e também subimos a montanha macchupichu, a mais alta daquela região, de onde se tem uma vista panorâmica das ruínas.
Gostei bastante de Macchupichu, mas visitei ruínas e paisagens mais bonitas no Vale Sagrado. Achei Macchupichu muito turístico, para falar a verdade. Enfim, acho que a expectativa era tanta que acabei me decepcionando um pouquinho. Mas valeu! Foi legal!
De Aguas Calientes voltamos para Cusco, ficamos mais um dia por lá e depois pegamos um avião para Lima, onde aproveitamos os últimos dias de férias. Lima parece São Paulo, é uma capital como outra qualquer, super movimentada, tem o shopping Larcomar, tem fastfood, tudo normal. Mas também tem museus ótimos, como o Museu do Ouro e o Museu Arqueológico. Neste último, chegamos a passar um dia inteiro e não conseguimos ver tudo, porque o museu fechou com a gente dentro. São peças de porcelana, ouro, tecidos, tudo de épocas anteriores à civilização inka. Imperdível também é o museu da Inquisição, que fica pertinho da Plaza de Armas de Lima.
No dia em que visitamos o museu estava tendo uma manifestação de pessoas pró e contra o aborto. Acho que ia rolar alguma espécie de plebiscito. As pessoas todas seguravam cartazes, xingando uns aos outros, cada partidário de um lado, batalhão de choque... E eu e o Marcio lá no meio, tentando sair da rua do museu. Foi engraçado. Teve uma hora que os ânimos estavam tão inflamados que nos vimos cantando junto, para nos infiltrar: "no a la muerte, si a la vida! no a la muerte, si a la vida!" Hilário.
A viagem foi boa. Mas voltei um pouco triste também. De ver tanta pobreza, de pensar como alguns têm tanto e outros não têm nada. Isso fica muito evidente, principalmente nas cidades menores do Peru. O nordestino brasileiro é rico perto daquele povo. E existe muita desigualdade racial também. Os poucos brancos são os que dominam os melhores empregos. Os índios, que são 90% da população (pelo menos aparentemente) ficam sempre com os trabalhos braçais e menos qualificados. E não conseguem eleger um presidente que os represente, como aconteceu na Bolívia. No Peru, vendo a direita dominar, chego a me sentir agredida. Será que se pode falar em democracia em um país em que a maioria pobre não tem informação ou educação suficiente para qualificar melhor seu direito de voto?
Nossa viagem começou em Puno, onde fica o Lago Titicaca. Não tem vôo direto do Brasil. Tem que ir para Lima e de Lima pegar um avião para Juliaca. De Juliaca ainda tem uns 45 minutos de estrada até Puno.
Ficamos em um hotel de frente para o lago, o Eco Inn, muito bom! O chato foi aguentar cada taxista que nos levava para lá ficar reclamando que era longe. E não era! Dava para ir a pé do centro até lá. Tipo uns 15 minutos de caminhada. Já fiquei um pouco com a impressão de que aquele povo local, ou pelo menos os taxistas, era meio preguiçoso. Mas essa é uma outra história.
Bom, no Lago Titicaca tem umas ilhas bem legais para visitar, mas as melhores são as dos Uros. São ilhas flutuantes, fabricadas pelos próprios índios, com juncos, cordas e palhas. Elas duram alguns anos e depois têm que ser substituídas por outras. Tem umas 2000 pessoas morando nessa situação. Vivem da pesca e, agora, do turismo.
Ficamos dois dias em Puno e depois fomos para Cusco. Para esse trajeto, pegamos um ônibus turístico, com guia bilíngue, que foi fazendo paradas nas cidades e pontos históricos do caminho. Vale a pena porque a paisagem é muito linda (montanhas com topo de neve) e tem umas ruínas super interessantes.
Chegando em Cusco, fiquei impressionada. Até lá, apesar da beleza das paisagens naturais, só tinha visto cidades muito pobres, com casebres de barro inacabados, aquela cor de terra, uma tristeza. Mas Cusco, por outro lado, pelo menos na parte turística, do Centro Histórico e da Plaza de Armas, se revelou a cidade mais bonita de todas que visitei.
A noite na Plaza de Armas pode ser confundida com a noite de qualquer cidadezinha do interior da Espanha. A catedral, com pinturas maravilhosas e ornamentos talhados em ouro, não deixa nada a perder de algumas igrejas da Itália. Assistimos uma missa nessa catedral, em espanhol, e engraçado que é muito parecida com o formato da missa que temos no Brasil. Como sempre, o sermão daquele dia se encaixou direitinho no que eu estava precisando ouvir.
Ficamos no hotel Andariego, bem no centro da cidade e muito aconchegante. O pessoal lá era uma simpatia e o nosso agente de viagens, o Fernando, ia todos os dias nos dar orientações sobre os passeios.
É de Cusco que sai a maioria dos passeios para as ruínas inkas e mais importantes pontos turísticos de visitação. De lá fomos para o Vale Sagrado, para Ollantaytambo e outras cidades interessantes, e também foi o ponto de partida para pegarmos o trem Vistadome para Aguas Calientes, onde ficam as ruínas de Macchupichu.
Passamos apenas uma noite e um dia em Aguas Calientes (Macchupichu), o suficiente para conhecer tudo. Em Aguas Calientes mesmo dá para aproveitar as termas, que ficam abertas até 21:00h. Para chegar às ruínas de Macchupichu, saindo de Aguas Calientes, é pertinho (9km), pode-se andar ou ir de ônibus. Já em Macchupichu, subimos até o portal do sol (a entrada da cidade pela trilha) e também subimos a montanha macchupichu, a mais alta daquela região, de onde se tem uma vista panorâmica das ruínas.
Gostei bastante de Macchupichu, mas visitei ruínas e paisagens mais bonitas no Vale Sagrado. Achei Macchupichu muito turístico, para falar a verdade. Enfim, acho que a expectativa era tanta que acabei me decepcionando um pouquinho. Mas valeu! Foi legal!
De Aguas Calientes voltamos para Cusco, ficamos mais um dia por lá e depois pegamos um avião para Lima, onde aproveitamos os últimos dias de férias. Lima parece São Paulo, é uma capital como outra qualquer, super movimentada, tem o shopping Larcomar, tem fastfood, tudo normal. Mas também tem museus ótimos, como o Museu do Ouro e o Museu Arqueológico. Neste último, chegamos a passar um dia inteiro e não conseguimos ver tudo, porque o museu fechou com a gente dentro. São peças de porcelana, ouro, tecidos, tudo de épocas anteriores à civilização inka. Imperdível também é o museu da Inquisição, que fica pertinho da Plaza de Armas de Lima.
No dia em que visitamos o museu estava tendo uma manifestação de pessoas pró e contra o aborto. Acho que ia rolar alguma espécie de plebiscito. As pessoas todas seguravam cartazes, xingando uns aos outros, cada partidário de um lado, batalhão de choque... E eu e o Marcio lá no meio, tentando sair da rua do museu. Foi engraçado. Teve uma hora que os ânimos estavam tão inflamados que nos vimos cantando junto, para nos infiltrar: "no a la muerte, si a la vida! no a la muerte, si a la vida!" Hilário.
A viagem foi boa. Mas voltei um pouco triste também. De ver tanta pobreza, de pensar como alguns têm tanto e outros não têm nada. Isso fica muito evidente, principalmente nas cidades menores do Peru. O nordestino brasileiro é rico perto daquele povo. E existe muita desigualdade racial também. Os poucos brancos são os que dominam os melhores empregos. Os índios, que são 90% da população (pelo menos aparentemente) ficam sempre com os trabalhos braçais e menos qualificados. E não conseguem eleger um presidente que os represente, como aconteceu na Bolívia. No Peru, vendo a direita dominar, chego a me sentir agredida. Será que se pode falar em democracia em um país em que a maioria pobre não tem informação ou educação suficiente para qualificar melhor seu direito de voto?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Luto
Acabo de voltar do velório de um menino de 20 e poucos anos, que foi meu vizinho e que prestava serviços para toda a minha família quando o assunto era computador e coisas tecnológicas em geral.
O nome dele era Bruno. Era um menino muito bom, inteligente, educado, simpático...Todos gostávamos muito dele. Estava voltando de moto, da balada, nesta madrugada. Morreu a poucos quarteirões de sua casa. Foi embora cedo. Muito triste.
Odeio motos.
O nome dele era Bruno. Era um menino muito bom, inteligente, educado, simpático...Todos gostávamos muito dele. Estava voltando de moto, da balada, nesta madrugada. Morreu a poucos quarteirões de sua casa. Foi embora cedo. Muito triste.
Odeio motos.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Tentando voltar...
Andei um tempo sem escrever, em razão da correria diária - aliás, andei um bom tempo sem sequer entrar nos blogs dos amigos. Porém, hoje entrei no blog e logo vi um comentário do Doca, me cobrando mais postagens. Isso me animou bastante! (aeeeee Doca, sempre você, hein?)
O bom é que tenho bastante história para contar. Acabo de chegar de minha viagem ao Peru, a terra dos Inkas.
Infelizmente, só vou poder contar amanhã ou no fim-de-semana. Muitas pendências para resolver aqui no escritório. Mas juro que volto logo.
O bom é que tenho bastante história para contar. Acabo de chegar de minha viagem ao Peru, a terra dos Inkas.
Infelizmente, só vou poder contar amanhã ou no fim-de-semana. Muitas pendências para resolver aqui no escritório. Mas juro que volto logo.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Desculpas esfarrapadas
Tenho corrido tanto, entre trabalho, mestrado, aulas de italiano, marido, academia, cachorros... Nesse meio tempo, o blog foi ficando de lado. É muita coisa para contar e ao mesmo tempo nada de útil para escrever. Espero que a inspiração venha no feriado.
De qualquer forma, apenas para cumprir a "função social" do meu blog (rs), segue uma dica muito boa, para aqueles que não sabem:
http://www.restaurantweek.com.br/
"São Paulo é reconhecida internacionalmente pela sua gastronomia e por abrigar excelentes restaurantes nos quais se pode apreciar o melhor da culinária mundial. O Restaurant Week, que acontece entre 31 de agosto a 13 de setembro, vai mostrar o porque. São 202 restaurantes participantes que aceitaram o desafio de criar menus especiais a valores populares. Os menus sao compostos por entrada, prato principal e sobremesa com valor fixo para todos os restaurantes: R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar".
Eu já fui no Porto Rubayat, muito bom, e amanhã pretendo ir ao Shintori. Entre no site.
De qualquer forma, apenas para cumprir a "função social" do meu blog (rs), segue uma dica muito boa, para aqueles que não sabem:
http://www.restaurantweek.com.br/
"São Paulo é reconhecida internacionalmente pela sua gastronomia e por abrigar excelentes restaurantes nos quais se pode apreciar o melhor da culinária mundial. O Restaurant Week, que acontece entre 31 de agosto a 13 de setembro, vai mostrar o porque. São 202 restaurantes participantes que aceitaram o desafio de criar menus especiais a valores populares. Os menus sao compostos por entrada, prato principal e sobremesa com valor fixo para todos os restaurantes: R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar".
Eu já fui no Porto Rubayat, muito bom, e amanhã pretendo ir ao Shintori. Entre no site.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Cãoflexão
Ao invés de correr atrás da bolinha e de roubar o meu chinelo embaixo da mesa, como sempre faz enquanto tomo o meu café-da-manhã, hoje ela ela estava lá, sentadinha, sem graça, num canto da cozinha. Ela que só costumava parar ou calar (não necessariamente ao mesmo tempo) quando dormia, dessa vez estava meditando, em silêncio, olhando para o nada.
Mais uma semelhança que encontrei entre os cães e a gente quando fui procurar a razão de tanta melancolia: a Lilica ficou mocinha.
Mais uma semelhança que encontrei entre os cães e a gente quando fui procurar a razão de tanta melancolia: a Lilica ficou mocinha.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Combinado não é caro!
Quem me conhece bem, às vezes se incomoda um pouco com esse meu jeito repetitivo de esclarecer as coisas.
Quando, numa segunda-feira, combino com uma amiga um jantar para o sábado, por exemplo, pergunto-lhe umas três vezes, no decorrer da semana: então sábado, em tal lugar, a tal horas, né? Sempre penso que ela pode se esquecer do compromisso, pode errar o lugar, ou simplesmente pode me deixar esperando uma hora sozinha na mesa porque errou o horário.
Para o Marcio é a mesma coisa. Quando peço para ele pagar uma conta no dia seguinte, invariavelmente, no dia seguinte, antes de sair de casa, deixo a conta no meio da carteira dele para ele lembrar meeesmo. E antes do fim do expediente bancário, ligo de novo para confirmar se a conta já foi paga. Mesmo assim, não foram raras as vezes em que ele esqueceu de pagar a conta, apesar de tantos lembretes, porque, afinal, "- não é sempre você quem paga as contas, querida?".
Ou quando vou falar com a mulher do Ourocard: " - Então, Fulana de Tal, você entendeu que eu quero cancelar o meu cartão. Mas é o do BB e não da CEF, hein? Quer anotar de novo o número? Repete para eu ver se você entendeu direito. Isso, isso mesmo. Então obrigada por cancelar o meu cartão nº xxxxxx, do BB e não da CEF e ainda bem que esta ligação está sendo gravada às XXhoras do XXdia".
Na vida profissional, não gosto de firmar acordos verbais. Nada como um contrato escrito, minucioso e claro sobre as regras do jogo. Quem faz o quê, em que momento, data do pagamento etc etc.
Parece coisa de louca? Pois é, parece. Mas não é. Eu já vivi o suficiente para aprender que a comunicação é algo muito complexo. E o bom senso é a coisa mais subjetiva do mundo! Só existe na cabeça de cada um. O que é claro para uma pessoa, pode não ser tão claro para a outra.
Então, principalmente no ambiente de trabalho, mesmo quando se tratar de um projeto que não envolva valores em pecúnia, é importante traçar bem as funções, obrigações e deveres de cada parte envolvida. Porque, em algum momento, alguém vai dizer que não era bem assim que tinha ficado entendido. E aquela conversa tão clara, tida lá atrás, se torna bastante complexa, cheia de subentendidos, entrelinhas, senões...
Moral da história: nunca parta do pressuposto de que o outro está entendendo o que se passa na sua cabeça ou que interpretou corretamente a sua mensagem. Parta do princípio de que o ser humano é um bicho bastante complicado e de que o combinado nunca é caro.
Vale registrar que, todas as vezes em que abri exceções a esse meu jeito "chato" de ser, eu me lasquei. O não combinado saiu muuuito caro (ou pelo menos me rendeu uma boa dor de cabeça).
Quando, numa segunda-feira, combino com uma amiga um jantar para o sábado, por exemplo, pergunto-lhe umas três vezes, no decorrer da semana: então sábado, em tal lugar, a tal horas, né? Sempre penso que ela pode se esquecer do compromisso, pode errar o lugar, ou simplesmente pode me deixar esperando uma hora sozinha na mesa porque errou o horário.
Para o Marcio é a mesma coisa. Quando peço para ele pagar uma conta no dia seguinte, invariavelmente, no dia seguinte, antes de sair de casa, deixo a conta no meio da carteira dele para ele lembrar meeesmo. E antes do fim do expediente bancário, ligo de novo para confirmar se a conta já foi paga. Mesmo assim, não foram raras as vezes em que ele esqueceu de pagar a conta, apesar de tantos lembretes, porque, afinal, "- não é sempre você quem paga as contas, querida?".
Ou quando vou falar com a mulher do Ourocard: " - Então, Fulana de Tal, você entendeu que eu quero cancelar o meu cartão. Mas é o do BB e não da CEF, hein? Quer anotar de novo o número? Repete para eu ver se você entendeu direito. Isso, isso mesmo. Então obrigada por cancelar o meu cartão nº xxxxxx, do BB e não da CEF e ainda bem que esta ligação está sendo gravada às XXhoras do XXdia".
Na vida profissional, não gosto de firmar acordos verbais. Nada como um contrato escrito, minucioso e claro sobre as regras do jogo. Quem faz o quê, em que momento, data do pagamento etc etc.
Parece coisa de louca? Pois é, parece. Mas não é. Eu já vivi o suficiente para aprender que a comunicação é algo muito complexo. E o bom senso é a coisa mais subjetiva do mundo! Só existe na cabeça de cada um. O que é claro para uma pessoa, pode não ser tão claro para a outra.
Então, principalmente no ambiente de trabalho, mesmo quando se tratar de um projeto que não envolva valores em pecúnia, é importante traçar bem as funções, obrigações e deveres de cada parte envolvida. Porque, em algum momento, alguém vai dizer que não era bem assim que tinha ficado entendido. E aquela conversa tão clara, tida lá atrás, se torna bastante complexa, cheia de subentendidos, entrelinhas, senões...
Moral da história: nunca parta do pressuposto de que o outro está entendendo o que se passa na sua cabeça ou que interpretou corretamente a sua mensagem. Parta do princípio de que o ser humano é um bicho bastante complicado e de que o combinado nunca é caro.
Vale registrar que, todas as vezes em que abri exceções a esse meu jeito "chato" de ser, eu me lasquei. O não combinado saiu muuuito caro (ou pelo menos me rendeu uma boa dor de cabeça).
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