sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cãoflexão

Ao invés de correr atrás da bolinha e de roubar o meu chinelo embaixo da mesa, como sempre faz enquanto tomo o meu café-da-manhã, hoje ela ela estava lá, sentadinha, sem graça, num canto da cozinha. Ela que só costumava parar ou calar (não necessariamente ao mesmo tempo) quando dormia, dessa vez estava meditando, em silêncio, olhando para o nada.
Mais uma semelhança que encontrei entre os cães e a gente quando fui procurar a razão de tanta melancolia: a Lilica ficou mocinha.

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